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Novembro 16, 2020

Fluffy e Spot, os dois robôs da Ford que ajudam os engenheiros da marca

Fluffy e Spot são os nomes dados aos dois robôs usados pela Ford para modernizar o complexo industrial de Van Dyke, no Michigan, EUA. Estes robôs fazem scaners a laser da fábrica e ajudam deste modo os engenheiros a atualizar o desenho original do espaço, uma tarefa para a qual os técnicos terão também a ajuda de um computador.

A Ford utiliza dois robôs quadrúpedes no complexo de transmissão de Van Dyke para a scanear a laser e proporcionar aos engenheiros dados imprescindíveis para a renovação do espaço. Ambos receberam um nome, Fluffy e Spot, têm cor amarela e são facilmente reconhecíveis.

Estes robôs concedem aceder a zonas complicadas, mas a sua utilidade não fica por aqui. Além disso, têm cinco câmaras integradas para visualizar o meio envolvente e podem percorrer uns cinco quilómetros durante as quase duas horas de duração das suas baterias. Os dados que recolhem são guardados num computador potente que ajuda os engenheiros da marca a planear a renovação da fábrica.

“Desenhámos e construímos a fábrica. Depois disto, ao longo dos anos, são feitas alterações que nem sempre são documentadas. Permitindo que os robôs façam a digitalização das nossas instalações podemos ver como estão neste momento e estabelecer um novo modelo de engenharia”, disse Mark Goderis, gerente de Engenharia Digital da Ford. Sem o Fluffy e o Spot, a atualização seria muito mais complicada porque, acrescenta, “costumávamos usar um tripé e caminhávamos à volta do complexo industrial, parando em diferentes locais e esperando cinco minutos para que o laser scaneasse o espaço. Esta tarefa podia levar semanas. Com a ajuda destes robôs, é possível fazer tudo isto em metade do tempo”.

Estas máquinas, ao scanear a fábrica, permitem também uma poupança de dinheiro significativa, algo que requeria anteriormente um investimento de quase 300.000 dólares. Se esta prova piloto funcionar, a Ford prevê trasladar a tecnologia ao resto das suas fábricas.

Com o passar do tempo, o objetivo é conseguir que se opere com os robôs de forma remota. Neste momento, tanto o Fluffy como o Spot podem ser programados para seguirem um caminho específico; as “ordens” são dadas através de um tablet num raio de 50 metros de distância, no máximo.

Os dois robôs têm três modos operativos: Passeio por terreno estável, Superfícies irregulares e Velocidade especial para escadas. Deste modo, os dois podem circular por superfícies complicadas como grelhas ou escadas e até inclinações de 30 graus. No caso de caírem, são capazes de se levantarem e, além disso, manter uma distância segura dos objetos para evitarem colisões.

Outra das vantagens do Fluffy e do Spot é poderem descansar enquanto um pequeno robô móvel autónomo redondo, conhecido como Scouter, desliza pelos corredores do complexo industrial. O Scouter navega de forma autónoma pelos corredores enquanto vai scaneando e captando nuvens de pontos 3D para gerar um DAC (Desenho Assistido por Computador) da instalação.

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